20.3 C
Brasília
quinta-feira, fevereiro 25, 2021

Bancada de congressistas do Ceará se reuniram para definir indicação de Emenda ao Orçamento Geral da União para o exercício de 2021

  Ocorreu na quarta-feira (24/02), de forma híbrida – parte dos parlamentares presentes em Brasília e outros por meio remoto, reunião da bancada de congressistas...

Mãe de Geddel é condenada a 10 anos de prisão no caso do ‘bunker’ de R$ 51 milhões

Leia Também

Bancada de congressistas do Ceará se reuniram para definir indicação de Emenda ao Orçamento Geral da União para o exercício de 2021

  Ocorreu na quarta-feira (24/02), de forma híbrida – parte dos parlamentares presentes em Brasília e outros por meio remoto, reunião da bancada de congressistas...

Mega-Sena acumula, e próximo sorteio pode pagar R$ 50 milhões

  Nenhum apostador acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas na quarta-feira (24/02). O próximo concurso da Mega-Sena acontece no próximo sábado (27/02) . A estimativa é que o...

Bolsonaro entrega ao Congresso projeto que abre caminho para a privatização dos Correios

O presidente da República Jair Messias Bolsonaro entregou na quarta-feira (24/02) ao Congresso Nacional o projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios. Bolsonaro foi...
Jonas Mellohttps://www.jornaldelesteaoeste.com/
Jornalista radialista e editor-chefe do Jornal de Leste a Oeste e do blog do Jonas Mello

Bunker Geddel Vieira Lima

 

O juiz federal Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal Criminal, condenou na última quarta-feira (03/02), Marluce Quadros Vieira Lima, mãe do ex-ministro Geddel Vieira Lima, no caso do ‘bunker‘ de R$ 51 milhões em Salvador. A sentença fixou a pena em dez anos de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa, porém devido à ‘idade avançada e o estado de saúde precário’ de Marluce, o magistrado permitiu que a pena seja cumprida em regime domiciliar ou ‘outro meio mais adequado’. Devido à prerrogativa de foro privilegiado, o processo dos dois foi analisado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal enquanto a denúncia contra Marluce foi enviada à primeira instância].

Segundo o juiz Vallisney Oliveira, o Ministério Público Federal (MPF) apresentou provas de que os irmãos Vieira Lima, junto da mãe, ‘iniciaram uma impressionante corrente de lavagem de dinheiro’ até a apreensão dos R$ 51 milhões no bunker em Salvador, em setembro de 2017. “Não tenho dúvidas de que Marluce Vieira Lima também teve participação nos mesmos delitos de lavagem, associando-se aos filhos, e com atuação pró-ativa e efetiva no recebimento, movimentação e depósito de dinheiro, com a finalidade de ocultar e reintroduzir no mercado o dinheiro obtido de modo ilícito pelos filhos na qualidade de agentes públicos”, frisou o juiz.

Segundo a denúncia da Procuradoria, no período de 2010 a 2017, os irmãos Vieira Lima e a mãe praticaram uma série de atos para ocultar valores oriundos de crimes: repasses de R$ 20 milhões pelo doleiro Lúcio Funaro a Geddel por um esquema de corrupção na Caixa Econômica Federal; recebimento de R$ 3,9 milhões do Grupo Odebrecht e apropriação de parte da remuneração paga pela Câmara a secretários parlamentares. De acordo com o MPF, os valores foram dissimulados por meio de empreendimentos imobiliários.

Vallisney destacou que além de ‘administrar e guardar o produto do crime‘ que era entregue aos filhos Geddel e Lucio, Marluce participou ‘de investimentos imobiliários decorrentes do referido produto ilícito de delitos tendo gerido e ficado à frente de sete empreendimentos’. Segundo o juiz, a mãe dos irmãos Vieira Lima guardava as propinas em espécie em sua residência e depois transferiu o dinheiro para o apartamento onde foi apreendido, em Salvador. O bunker ficava a pouco mais de um quilômetro da casa da matriarca.

Geddel e Lúcio

Os irmãos Geddel e Lúcio Vieira Lima foram condenados em outubro de 2019 pela Segunda Turma do Supremo no mesmo caso. Votaram pela prisão dos políticos os ministros Edson Fachin, Celso de Mello e Cármen Lúcia. Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, por outro lado, divergiram parcialmente dos colegas ao entender que as condutas não se enquadrariam como associação criminosa.

“É inegável que a atuação sorrateira de agentes públicos, com o auxílio de familiares, que desviam suas atividades para a articulação de negociações espúrias voltadas para a manutenção de um instrumento apto a lhe garantir, de forma indevida, recursos, ao fim e ao cabo, pertencentes à sociedade brasileira, atinge diretamente os valores previstos constitucionalmente como essenciais para a construção de uma sociedade livre, justa e solidária”, escreveu Fachin em seu voto. Geddel foi condenado a 14 anos e dez meses de prisão; Lúcio, a 10 anos e seis meses, além de pagar um valor de R$ 52 milhões por danos morais.

- Advertisement -

Ùltimas Notícias

Bancada de congressistas do Ceará se reuniram para definir indicação de Emenda ao Orçamento Geral da União para o exercício de 2021

  Ocorreu na quarta-feira (24/02), de forma híbrida – parte dos parlamentares presentes em Brasília e outros por meio remoto, reunião da bancada de congressistas...

Mega-Sena acumula, e próximo sorteio pode pagar R$ 50 milhões

  Nenhum apostador acertou as seis dezenas da Mega-Sena sorteadas na quarta-feira (24/02). O próximo concurso da Mega-Sena acontece no próximo sábado (27/02) . A estimativa é que o...

Bolsonaro entrega ao Congresso projeto que abre caminho para a privatização dos Correios

O presidente da República Jair Messias Bolsonaro entregou na quarta-feira (24/02) ao Congresso Nacional o projeto de lei que abre caminho para a privatização dos Correios. Bolsonaro foi...

Senado brasileiro vai cobrar de Itaipu que abra “caixa preta” dos salários

  O presidente da Comissão de Fiscalização e Controle do Senado, senador José Reguffe (Podemos-DF), afirmou nesta quarta-feira (24/02) que vai cobrar oficialmente da Itaipu...